Quanto custa uma consulta médica particular no Brasil?
Não existe tabela oficial de preço, e é por isso que ninguém te dá um número. Veja o que faz o valor mudar e o que o médico é obrigado a combinar com você antes.
Você pesquisa quanto custa uma consulta particular e recebe faixas larguíssimas. Parece enrolação, mas não é: é a resposta correta para uma pergunta que o Brasil não responde com número.
Não existe no país tabela oficial obrigatória de preço de consulta médica. O valor é combinado entre médico e paciente, e é por isso que o mesmo atendimento custa uma coisa numa rua e outra bem diferente na rua de trás. O que quase ninguém conta é a parte boa dessa história: o Código de Ética Médica obriga o médico a combinar o custo com você antes.
- Não existe tabela oficial obrigatória. O preço da consulta particular é livre e combinado entre médico e paciente.
- O artigo 61 do Código de Ética Médica proíbe o médico de deixar de ajustar o custo estimado antes. Perguntar o valor é direito seu.
- O preço da consulta raramente é o gasto total: retorno, exames, transporte e dia de trabalho parado entram na conta.
- Três em cada quatro brasileiros não têm plano de saúde, segundo a ANS.
- A consulta por vídeo costuma custar menos porque não carrega sala de espera nem deslocamento, mas não serve para todo caso.
Por que ninguém consegue te dar um número
Honorário médico no Brasil é livre. Existe uma referência de mercado, a CBHPM, publicada pela Associação Médica Brasileira, mas ela nasceu para orientar a negociação entre médicos e planos de saúde, não para fixar o que você paga no consultório.
Na prática, o valor muda por coisas concretas: a especialidade, a cidade, o tempo reservado para o atendimento, o custo do imóvel e da equipe, e se o retorno está incluído ou é cobrado de novo. Duas consultas com o mesmo nome podem ser produtos diferentes.
O médico é obrigado a combinar o preço antes
Muita gente sente vergonha de perguntar quanto custa, como se fosse deselegante falar de dinheiro com médico. Não é. O Código de Ética Médica, no artigo 61, diz que é vedado ao médico "deixar de ajustar previamente com o paciente o custo estimado dos procedimentos". Ou seja, não é favor te informar o preço: é dever.
O mesmo código, no artigo 58, veda o exercício mercantilista da medicina. As duas regras convivem bem: o médico não pode transformar o atendimento em balcão de venda, e também não pode te deixar no escuro sobre quanto vai custar.
Vale levar três perguntas para qualquer agendamento: quanto custa a consulta, se o retorno está incluído e por quanto tempo, e se os exames pedidos são cobrados à parte.
Três em cada quatro brasileiros não têm plano
Esse é o dado que explica por que a pergunta do preço aparece tanto. Segundo os dados gerais da ANS, o Brasil tinha 52.931.804 pessoas com plano de assistência médica em março de 2026, e a taxa de cobertura estava em 25,0% da população em maio de 2026. O resto, três em cada quatro pessoas, usa o SUS, paga do próprio bolso, ou os dois.
E o plano não fica parado. Para o ciclo 2026/2027 a agência fixou em 5,11% o teto de reajuste dos planos individuais e familiares, aplicado a cerca de 7,7 milhões de beneficiários.
Do outro lado está o orçamento da casa. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE mostrou que saúde consome 6,5% da despesa das famílias. Nas de menor renda, remédio come 4,2% do orçamento e plano de saúde fica em 0,4%. Traduzindo: essa parcela não tem plano e compra saúde no varejo, item por item.
O preço da consulta não é o preço do problema
Quem compara valores costuma olhar só o número da recepção. O gasto real de resolver uma questão de saúde tem outras camadas: o retorno, quando não está incluso, os exames pedidos, o transporte de ida e volta, o estacionamento, o acompanhante que também deixou de trabalhar e, principalmente, o dia ou meio dia de trabalho parado.
Para quem é autônomo ou trabalha por diária, esse último item sozinho pode custar mais que a consulta. O número que importa é o que sai do bolso do começo ao fim, não o da primeira linha.
Onde a consulta online entra, e onde ela não serve
A telemedicina é regulamentada no Brasil e custa menos por um motivo simples: não carrega sala de espera, recepção, estacionamento nem deslocamento. O valor é menor, o atendimento não. Na Consultaí, a consulta médica online por vídeo com médico de CRM ativo custa R$ 40 no Pix, e o valor é da consulta, não de documento. Não comercializamos documentos médicos: atestado e receita digital saem quando indicados pelo médico, depois da avaliação.
Ela funciona bem para tirar dúvida sobre um sintoma, avaliar quadros simples, renovar receita de uso contínuo e decidir se o caso precisa de exame ou de atendimento presencial. Não funciona quando o exame físico é indispensável ou quando existe risco imediato.
Perguntas frequentes
Existe tabela de preço de consulta médica no Brasil?
Não existe tabela oficial obrigatória para o paciente. Há referências de mercado usadas em negociação com planos de saúde, mas o valor da consulta particular é livre e combinado entre médico e paciente.
É falta de educação perguntar quanto custa antes?
Não. O artigo 61 do Código de Ética Médica proíbe o médico de deixar de ajustar previamente com o paciente o custo estimado. Informar o valor antes é obrigação profissional, não gentileza.
O retorno está sempre incluído no valor?
Não. Em alguns lugares o retorno entra no preço dentro de um prazo, em outros é cobrado como nova consulta. É uma das perguntas que vale fazer antes de agendar, porque muda bastante a conta final.
Consulta online é mais barata? Por quê?
Costuma ser, porque a estrutura é menor: não há sala de espera, recepção nem deslocamento. O que não muda é a exigência de o atendimento ser feito por médico com registro ativo no CRM.
Consulta particular substitui o SUS ou o plano de saúde?
Não substitui. Ela é uma porta a mais, útil quando a espera é longa ou o caso é simples. Acompanhamento continuado, urgência, internação e procedimentos seguem sendo função da rede pública ou do plano.
Precisa falar com um médico hoje, sem sair de casa?
Consulta médica online por R$ 40, com médico de CRM ativo, de qualquer lugar do Brasil. Receita, atestado e pedido de exames quando indicados pelo médico.
Agendar minha consultaFontes e referências
- Conselho Federal de Medicina — Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), art. 58 e art. 61
- Agência Nacional de Saúde Suplementar — Dados gerais do setor: 52.931.804 beneficiários em março de 2026 e taxa de cobertura de 25,0% em maio de 2026
- Agência Nacional de Saúde Suplementar — Reajuste anual de planos individuais e familiares: teto de 5,11% para o ciclo 2026/2027
- IBGE — Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: participação da assistência à saúde na despesa das famílias
Conteúdo escrito e revisado pelo Dr. João Pedro Vieira do Prado — Médico — CRM-SP 281.239. Publicado em 5 de agosto de 2026. Material informativo, não substitui avaliação médica.